Correção da base usando PPP do IBGE resulta em erro grosseiro (+18 metros)

Boa noite pessoal,
Estou fazendo um levantamento para posterior certificação no INCRA, utilizando o Reach RS+. A sequência de trabalho foi conforme segue:

  • Posicionei minha base (utilizei RTK, base+rover) num lugar aberto, onde imaginei que conseguiria coletar todos os pontos do perímetro - e deu certo;

  • Como não havia nenhum marco geodésico por perto, posicionei a base em cima de um marco que eu materializei (piquete), utilizei a base no modo average single e obtive as coordenadas aproximadas daquele ponto (E1);

  • Realizei todo o levantamento do perímetro, todos os pontos fixos;

  • Voltei ao local do levantamento uma semana depois, posicionei a base em cima do E1, e deixei rastreando dados brutos por aproximadamente 12 horas, para ter o ponto preciso da minha base;

  • Converti os dados em *.ubx para RINEX, utilizando o RTKCONV, nestas configurações:

Capturar

2

  • Porém, ao criar o relatório do PPP no site do IBGE, o ponto ficou aproximadamente 18 metros ao sul de onde deveria estar;

  • Algumas semanas depois, realizei um novo rastreio de dados brutos, em cima de um marco conhecido, que um colega havia feito um PPP utilizando um Reach RS2; o resultado foi similar, completamente deslocado do ponto onde deveria estar.

Abaixo segue parâmetros que estou utilizando na base:

Sei que estou fazendo algo errado, mas não consigo achar o erro. Quem puder me ajudar, agradeço.

Você determinou a coordenada em modo de posicionamento simples (erros na casa de 4~10m).

Depois você mandou o rinex desse mesmo ponto levantato outro dia para o IBGE para ser calculado por PPP.

Se for isso, vai dar erro mesmo, muito grande, pois você está comparando uma coordenada determinada em average (por posicionamento simples/navegação) com coordenadas do PPP de alta precisão.

E você ainda tem que considerar que os pontos que você levantou com RTK estão associados à coordenada determinada por single average, então todas as coordenadas do rover estarão referenciadas a essa origem, e terão os mesmo deslocamentos de 18m em relação ao ponto determinado por PPP.

O certo é corrigir agora a coordenada dos pontos rover, com as coordenadas determinadas pelo PPP.

Abraços

Tiedtke

Olá @tiedtke, grato pela sua pronta resposta.

Concordo com você neste ponto, indiscutível.

Aqui que está meu problema. Comparei o PPP feito pelo meu Reach RS + com um feito por um colega com um Reach RS2, e o erro do meu aparelho persistiu. Deveria ter dado dois valores muito próximos.

Ah, também tem esse “detalhe”, o seu RS+ é só L1, o RS2 é L1/L2 … não se pode obter alta precisão com PPP com receptor só L1.

Você deve confiar nas coordenadas calculadas pelo IBGE para os dados do RS2 do seu amigo, e corrigir as coordenadas coletadas com o seu rover (que você pegou com RTK) com essas coordenadas do RS2.

Atenciosamente,

Thiago Tiedtke dos Reis

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Hello.
I have a pair of RS2.
In the processing of the base via PPP, from IBGE do Brasil, results in many rejected observations, much more than the processed ones, from GPS. Glonass has less rejects, but even so, it has many, more than 50%.
Could this be a problem?
It can compromise the PPP.

Olá, poderia compartilhar seu arquivo?

Bom dia,

Segue PPP do IBGE…

mauricio@brservicos.net_PPP.zip_LIB_20200504093349.zip (1.5 MB)

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